Ubuntu saga parte 1 – ATI no ubuntu

Mercedes do Forza Motorsporsts. Porque precisa mesmo muita

Quem olha acha que eu já vou começar a falar mal do Ubuntu. Não, vou me ater apenas a parte gráfica, e a briga medonha que tive com a aceleração 3D.

Tem algum tempo que eu peguei a versão para netboooks do ubuntu. Com rapidez aprendi o que já é bem divulgado, a nova interface Unity – que eu estava curioso de conhecer – não funciona sem suporte a aceleração 3D, ou basicamente sem o openGL ativo! Todos devem ter seguido o mesmo percurso, começou instalando na VirtualBox (ou um similar… claro, se você é um sujeito prudente ou não tem hardware sobrando…) e obviamente se surpreendeu com a falta de suporte ao vídeo. Como falhava em montar o desktop, ele retornaria então ao que estão chamando de “Ubuntu classic”, o velho gnome editado pela Canonical.

Só restava matar minha curiosidade em um Hardware real. Assim, sacrifiquei meu pobre notebook…

Primeiro teste: o Ubuntu passa pela tela de login, mas fica apenas com aquele papel de parede roxo-psicodélico (que não entendo porque a canonical ama…) e não abre os controles gráficos. Entrar no “Ubuntu classic” foi um parto, apenas em modo gráfico “seguro”, o que me aparentou usar o vesa (ah, o Debian…), ou atualmente, os mesa-drivers. Inútil para mim, melhor usar o velho Ubuntu normal. Nem dei muita atenção naquele momento…

(É claro que as notícias recentes colocaram o Unity como interface padrão no 11.04, mas isso fica a parte)

Há muito que eu não tinha o Ubuntu no notebook. Viver cuidando de um monte de máquinas Windows e em um mundo não-perfeito como acredita existir a turma do software livre requer certos sacrifícios (vou apanhar por esta afirmação… correção posterior, há alguns momentos precisei de uma máquina windows em questão de estalar os dedos, ou seja, baixei a tela do note e abri o desktop na minha mesa…). Segundo teste: realizei o passo-a-passo até a instalação do 10.10. E lá estava, ao final, o desktop roxo-psicodélico sem as barras do Gnome…

Algum aprendizado depois, fui perceber que ele não conseguia montar os gráficos do Gnome. Muita pesquisa e muito mais aprendizado, resolvi pegar os drivers oficiais da ATI. Instalar o SO, atualizar tudo em modo texto, e depois rodar os drivers. Quando retornou, lá estava o desktop corretinho.

Atualizei o Kernel, e de novo… Visivelmente o driver compila módulos para o Kernel, e depende dos Headers da versão instalada (atualizando: já foi o tempo que dependiam dos headers, também depende da fonte do Kernel baixado antes de instalar. Se apagar, babau…). Então, pelo que percebi, cada vez que eu atualizar o Kernel, tenho que instalar o driver da ATI de novo!

Não, você pensa que acabou aqui? A saga é longa, tinha mais… Depois do Kernel atualizado, ele tenta montar o Gnome, e morre. Se tentar compilar o driver em modo texto, aparentemente o X11 está travado de alguma forma. E tome entrar em modo gráfico seguro, como ele consegue montar o desktop, de lá se consegue compilar os drivers da ATI. Mas como peguei o compiz lá nos idos da empolgação com o cubo (quando ainda estavam brigando entre si, fizeram o fork com o beryl, e o nome fusion ainda não existia), usar hoje o ccsm é até fácil. Tempos em que editar o xorg na mão era uma obrigação…

Provavelmente foi por isso que não tive o Unity quando usei a versão de netbook, por conta dos drivers. Curioso é que o primeiro login após instalaçao não funcionava nem o modo gráfico seguro. Nâo dava para ativar os drivers restritos mostrados pela canonical em nenhuma das tentativas, por isso, tome compilar drivers da ATI! Além disso, aparentemente é necessário a cada atualização da ATI ou do xorg que os programadores se entendam de alguma forma e tenham compatibilidade entre si. É bom distribuir as camisas para ver se eles jogam no mesmo time.

Está funcionado bem? Excelente. Não posso nem comentar a velocidade e a estabilidade. Ah, o Catalyst Control Center nunca abriu, e volta e meia tenho problemas com o fusion-icon, que teima em fugir da área de notificação (correção posterior,  ele gosta de dormir, ou pelo menos tirar um cochilo. É só o note himbernar, que ao voltar o fusion-icon está lá feliz e contente!). Deu trabalho? Aí é que está. Minha intenção, desde sempre, é me manter usando o máximo possível daquilo que cuido, implemento ou serei solicitado. Prática é tudo! Assim, “bater cabeça” é aprendizado. Mas o usuário comum faria isso?

Os Pinguins mais polivalentes que eu conheço!


Hoje, se eu fosse solicitado a implementar uma solução Linux em algum lugar, eu prepararia uma ISO própria. Nada de instalar o CD/DVD básico fornecido pela Canonical. Multimídia. É claro, os drivers pré-compilados são obrigatórios. Uma opção inclusive, se fosse um local grande, seria montar um repositório próprio. Apontar para lá as máquinas apenas depois que tudo fosse testado e soubesse que as estações ligadas a ele estariam sem problemas ao atualizarem. O usuário comum não é burro, mas tem uma curva de aprendizado. E se logo de cara a barreira é grande demais, ele desiste.

Recomendado: http://www.hardware.com.br/artigos/saga-drivers-linux/

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