Ubuntu saga parte 3 – Unity vs Gnome 3

Antes que alguém me pergunte, eu não testei nenhum dos dois...

Na primeira parte falei como minha tentativa de experiência com o Unity foi um pouco desastrada. E as telas, as discussões na rede e a forma com que ele foi organizado não me animou muito. Na segunda parte, falei como a alternativa pelo KDE também não foi muito feliz. Ao mesmo tempo, só vi as telas do gnome 3, que ainda não é disponibilizado por distro nenhuma. Está previsto como padrão no fedora 15, e terá uma versão para o ubuntu 11.04, sem chance para as anteriores. Os dois tem uma mudança de paradigma grande, trocando o famoso padrão windows de barra e menus. O Unity cada vez mais parafraseando a Apple (para não dizer copiando…), e o Gnome com uma estrutura um tanto semelhante aos plasmóides do KDE.

Eu sou a favor de mudanças. Para mim, uma das grandes falhas do openoffice é que ele sempre seguia o que o microsoft office fazia. E quando o office 2007 teve aquela grande mudança nos seus menus (que de início era muito estranha, mas depois se mostrou extremamente funcional), a estagnação dele me fez pensar se a versão livre ficaria para trás… Inovar é sempre bom, sendo a melhor forma de trazer mais e mais pessoas para aquilo que você produz, desde que seja atraente e funcional. Quebrar paradigmas de forma positiva é sempre romper uma barreira que lhe dará mais e mais créditos pela eficiência e criatividade.

Mas e quando o negócio não funciona? Esse é o risco da mudança. O Unity, por exemplo, depende absolutamente de aceleração gráfica. A interface é baseada em plugins para o compiz, o gerenciador de janelas preferido da Canonical. Já o Gnome 3 foi amplamente testado, permanecendo em beta por um tempo bem longo, e parece seguir o mesmo formato (aqui já não sei dizer, por não ter o contato com ele ainda). Mas o que mais me espantou foi a versão do “Ubuntu Classic” que ficará caso o Unity não possa rodar. Ele é diferente da atual configuração do gnome, e muitas pessoas já apareceram reclamando. Inclusive, quem tem testado o beta do 11.04 está instalando o gnome 3, e começa a se ver em todo lugar menção ao “ubuntu dissidente”… Não estou visualizando um fork, mas o Unity terá mesmo que agradar para não criar um belo problema para a distro (que já tinha se enrolado na versão 10.04, chegando a criar um 10.04.1, algo inédito!).

(Um aparte: fazendo uma busca no oráculo por Unity vs Gnome3, achei essa foto aqui, a qual estou tentando entender até agora o que tem a ver com o assunto. Mas como somos um blog de família, iremos nos ater a deixar você curioso…)

Para fechar, fica que as distros em geral continuam a ser funcionais, configuráveis, te levam a aprender como as coisas funcionam e te dão um poder de gerenciar o seu computador que não é possível no Windows. Isto é um ponto ainda indiscutível. O fato é que os usuários comuns que lidam com as distros vêem apenas a camada superficial disso! Quanto mais você pesquisa, mais a fundo vê o sistema e aprende como as coisas funcionam de verdade. O grande ponto da discussão é usar o Linux no Desktop, objetivo sempre mais do que proferido pela Canonical. E a intenção do Unity é facilitar o uso, realmente, além de aproveitar o máximo do espaço de tela. Mas talvez estas pequenas coisas, como drivers que causam dor de cabeça, não deveriam ser solucionadas primeiro? Usar uma interface baseada em aceleração gráfica em que os drivers livres não são completos e o uso dos drivers proprietários são sempre criticados é algo seguro?

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